3 momentos decisivos dos episódios 13 e 14 de Taxi Driver 3
Nos episódios desta semana de Taxi Driver 3, o novo caso da Equipe Arco-Íris se revela muito mais complexo do que aparentava no início. A rede de golpes descoberta por Kim Do Gi, interpretado por Lee Je Hoon, junto de Ahn Go Eun, Park Jin Eon e Choi Kyung Goo, se mostra um esquema extenso, meticulosamente organizado e impossível de ser resolvido de forma simples ou rápida.
Do Gi finalmente fica cara a cara com o inimigo que até então operava nas sombras. À primeira vista, Writer Go, vivido por Kim Sung Kyu, parece apenas um homem comum. No entanto, ele é o líder calculista de um cartel criminoso que atua a partir da ilha de Samhueng. Ex-promotor, Writer Go conhece profundamente os trâmites legais e usa esse conhecimento para apagar rastros e proteger sua organização.
Ele não age sozinho. Sua rede conta com aliados improváveis e perigosos. Um monge conhecido como Bong, interpretado por Lee Gyung Young, fornece uma espécie de blindagem moral. Há também um hacker extremamente talentoso recém-libertado da prisão, um assassino mercenário que executa o trabalho sujo sem hesitação e até um policial que garante proteção interna. Pela primeira vez, toda a Equipe Arco-Íris é levada ao limite, enfrentando adversários que não são apenas cruéis, mas altamente inteligentes. Não se trata de um grupo desorganizado, e sim de uma máquina criminosa perfeitamente ajustada.
Do Gi não está tentando derrubar o sistema de fora. Ele acaba preso dentro dele, lidando com um inimigo que parece antecipar cada passo. A busca por justiça deixa de ser apenas uma questão de expor corrupção ou enganar criminosos comuns. O confronto se transforma em um jogo de inteligência, resistência psicológica e paciência.
Quando os caçadores viram presas
A missão na ilha começa a desandar rapidamente. O problema surge no momento em que Do Gi se separa do CEO Jang para investigar discretamente o templo local. Jang permanece no píer mantendo a fachada de turista interessado apenas em pesca, até ser abordado por um policial local que se oferece para levá-lo a um ponto melhor. Sem uma desculpa convincente para recusar, ele aceita o convite e se torna o primeiro a ser capturado.
A situação piora em sequência. Go Eun segue um pescador e descobre que um simples mercado de peixes funciona como base operacional do esquema, onde kits de golpes são preparados e distribuídos para criminosos de baixo escalão. Antes que consiga avançar mais na investigação, sua vigilância é percebida e ela acaba sendo capturada.
Enquanto isso, Kyung Goo e Jin Eon seguem Writer Go, que se apresenta como fotógrafo e aspirante a roteirista. Em segredo, ele coleta dados pessoais de grupos de apoio a pessoas com vícios para alimentar golpes de phishing altamente direcionados. Jin Eon é capturado primeiro. Pouco depois, Kyung Goo, distraído e sozinho, é emboscado assim que sua van deixa a balsa e acaba dopado.
Do Gi é o último a ser detido, capturado pelo monge Bong, que havia retornado à ilha. Diferente dos outros, que são drogados e preparados para um enterro no mar ainda vivos, Do Gi é mantido algemado e consciente, aguardando interrogatório.
Mesmo nessa situação, ele não permanece passivo. Do Gi usa o tempo a seu favor e constrói um álibi convincente, afirmando ter ligação com o gerente desacreditado do caso anterior. Ele explica que ele e o CEO Jang sabiam apenas o suficiente para chegar até a ilha, fingindo ser pescadores enquanto avaliavam os moradores locais em busca de alguém disposto a financiar um novo esquema criminoso. É um blefe arriscado, mas que acaba salvando sua vida.
Ao final dessa sequência, a balança de poder muda completamente. A ilha se revela não como um esconderijo, mas como uma armadilha cuidadosamente planejada para isolar, monitorar e eliminar intrusos. Pela primeira vez em muito tempo, a Equipe Arco-Íris não está apenas em desvantagem. Eles estão cercados, expostos e lutando para sobreviver.
Dentro do manual do vilão
Do Gi junta mais uma peça importante do quebra-cabeça. Ele conclui que o verdadeiro cérebro por trás da operação só poderia ser alguém com profundo conhecimento da lei, capaz de explorar suas brechas. Isso explica a longevidade do esquema e sua aparente imunidade. Esse homem é Writer Go.
Decidido a se infiltrar ainda mais, Do Gi apresenta seu histórico criminoso, tentando ganhar a confiança de Writer Go como um possível parceiro. O hacker verifica todas as informações e, após confirmar os dados, Writer Go decide libertar a Equipe Arco-Íris.
Ao se reunirem novamente, a equipe percebe o quão perto esteve de desaparecer sem deixar vestígios. Um jornalista que passou meses infiltrado na ilha revela que os corpos deles quase foram levados para águas norte-coreanas, um local onde perguntas não seriam feitas e provas jamais seriam encontradas. As imagens coletadas confirmam o que eles já suspeitavam. A ilha funciona como um ecossistema criminoso isolado e protegido.
Enquanto os vilões discutem os próximos passos, Writer Go propõe algo inesperado. Em vez de eliminar Do Gi, ele sugere recrutá-lo. Do Gi é convidado a participar de um programa de orientação para novos integrantes, incluindo ex-presidiários selecionados para um novo empreendimento criminoso. Isso permite que ele observe de perto o funcionamento preciso e implacável da organização.
Nesse ponto, a Equipe Arco-Íris coloca seu plano em prática, incluindo Do Gi e Go Eun fingindo um relacionamento amoroso, o que traz um breve alívio em meio à tensão constante.
Todos em ação
Um dos aspectos mais satisfatórios desse arco é ver a equipe finalmente atuando de forma totalmente integrada. Do Gi se apresenta como um investidor endinheirado e diz a Writer Go que o dinheiro, na verdade, pertence à sua namorada, Go Eun. Paralelamente, o CEO Jang se aproxima do monge Bong com promessas de grandes investimentos, enquanto Jin Eon e Kyung Goo usam o dinheiro como isca para atrair o hacker.
Go Eun tenta localizar os servidores que sustentam as operações internacionais do grupo, mas a tarefa se mostra mais difícil do que o esperado. Para ganhar tempo, a equipe decide criar caos interno. Eles simulam deslealdade e conflitos entre si. Do Gi pede que Writer Go mate o CEO Jang. Jang, por sua vez, pede ao monge Bong que elimine Do Gi. Go Eun leva a encenação ainda mais longe e solicita que Writer Go mate todos, inclusive seu suposto namorado.
Os pedidos contraditórios deixam os vilões confusos e convencidos de que a situação saiu do controle. Acreditando que o melhor a fazer é mudar toda a operação de lugar, eles começam os preparativos para fugir. Esse momento oferece alguns poucos instantes de humor antes da tensão voltar com força total.
Go Eun consegue desativar parte das operações, e a equipe tenta escapar silenciosamente de barco. O plano falha quando Writer Go percebe a movimentação, aciona o alarme e inicia uma perseguição. O confronto culmina em um píer sem saída, onde o táxi de Do Gi é cercado por veículos armados. Sem alternativas, ele ativa um recurso de emergência, um pulso eletromagnético instalado por Jin Eon.
O clímax é intenso e cheio de momentos de tensão, mas mais uma vez a Equipe Arco-Íris prova que, acima de tudo, acredita em proteger os outros, mesmo quando isso significa colocar a própria vida em risco.
cr: soompi

